Hyuuga, tomado por um nervosismo reverente, finalmente obteve o tesouro com que sempre sonhou... Diante dos olhos transmutados em um azul profundo, como será que o mundo de um Hokage se revela?
Tic... Tic... Tic... O som de gotas d’água ecoava pelo corredor sombrio, levando Hinata Kyou a apertar involuntariamente o manto ao redor do corpo. Ele detestava aquele lugar; o túnel escuro à frente parecia conduzir diretamente ao inferno, suscitando em sua mente todo tipo de pensamentos funestos. Ainda assim, a víbora de um olho pousada em seu ombro fazia-o desistir da ideia de simplesmente dar meia-volta e fugir.
Não tinha escolha...
Ao chegar ao fim do corredor, Hinata Kyou empurrou a porta. Do outro lado, havia um laboratório equipado com todo tipo de instrumentos, e dentro dele, a silhueta de uma pessoa erguia-se imóvel.
A figura virou-se: “Ah, é você, Kyou.”
Ao ouvir aquela voz rouca, Hinata Kyou estremeceu por dentro e imediatamente baixou a cabeça: “Senhor Orochimaru!”
Orochimaru fitou Hinata Kyou com um olhar profundo, refletindo por alguns instantes antes de dizer: “A partir de agora, este laboratório será seu.”
Sentindo o olhar de Orochimaru pesar sobre si como algo palpável, Hinata Kyou não se permitiu devaneios e logo se curvou em resposta: “Pode ficar tranquilo, darei o meu melhor!”
Orochimaru desviou os olhos, percorrendo o laboratório com um olhar nostálgico e, por um breve instante, uma ponta de melancolia surgiu em seu semblante.
“Talvez eu precise deixar a aldeia. A partir de agora, trate de conseguir seus próprios materiais.”
“Sim, senhor!”
Hinata Kyou respondeu prontamente, sem hesitar, tão rígido quanto antes. A víbora de um olho em seu ombro limitou-se a lançar a língua vermelha para fora