Viajando por um mundo de lendas e maravilhas, contempla-se as divindades e budas de todos os céus. O “Quadro de Zhong Kui Mastigando Demônios”: devorando três milhões de espíritos malignos por dia, até o próprio Rei do Submundo se curva diante de mim! O “Quadro do Senhor Ling de Wang Guardando o Céu Supremo”: com três olhos enxerga todos os assuntos do mundo, um único golpe de chicote desperta as pessoas da Terra! O “Quadro do Monge Ji Domando Dragões”: o manto de cem remendos cobre céus e luas, a cabaça de vinho contém o próprio universo! O “Quadro de Zhenwu Expulsando Demônios”, o “Quadro de Nezha Agitando os Mares”, o “Quadro do Senhor Erlang Decapitando Demônios”, o “Quadro da Infinita Virtude de Guanyin”... Dragões percorrem as águas, raposas imortais saúdam a lua, senhores das montanhas convidam para banquetes, taças de ossos brancos são arremessadas... Imortais iniciantes, caminhantes do submundo, mestres do yin-yang, sumos sacerdotes do Tao... O tempo é uma jornada contra a corrente, mares se transformam em campos, e ao voltar-se de repente, Zhang Jiuyang percebe: as divindades e budas eram, afinal, ele próprio? (A obra aborda folclore, lendas, taoismo e mitologia; amigos que apreciam esses temas não podem perder!) P.S.: Já possui uma obra completa com mais de dez mil assinaturas, o autor é confiável e nunca abandona suas histórias.
Na província de Qing, Grande Qian, no condado de Yunhe.
Sob o brilho do pôr do sol, a superfície da água reluzia com ondas douradas suaves; à margem, os salgueiros balançavam como fumaça. Os habitantes que passavam não resistiam a lançar um olhar para certo ponto, e depois balançavam a cabeça, seus olhos ora cheios de compaixão, ora de dúvida.
Debaixo de uma árvore estava um jovem adivinho, vestido com roupas de linho azul, algumas partes remendadas, mas lavadas com esmero, seus traços delicados e elegantes, com ares de quem lera muitos livros.
“Analiso o yin e o yang, decifro os cinco elementos, vejo o sol e a lua na palma da mão.”
“Examino o feng shui, investigo os seis domínios, seguro o universo nas mangas.”
A bandeira dançava ao vento; em contraste com as palavras grandiosas inscritas nela, o jovem não atraía clientes durante todo o dia, mas Zhang Jiuyang não se apressava, repousava de olhos fechados sob o salgueiro, cultivando o espírito.
Em sua mente, uma imagem brilhava intensamente, irradiando uma luz suave.
Na tela, via-se um homem imponente de rosto severo e barba espessa, trajando vestes de oficial, espada presa à cintura, olhos grandes como sinos, segurando um demônio prestes a devorar—realmente ameaçador, de presença formidável!
Ao lado da imagem, dez caracteres arcaicos resplandeciam em dourado.
O Santo Protetor das Casas, Mestre Celestial Zhong Kui!
Contemplando a pintura de “Zhong Kui devorando demônios”, Zhang Jiuyang suspirava. Na verdade, ele não era deste mundo; viera da Terra, por meio de u